Maria Ismállia (Rio de Janeiro, 1991) é artista visual autodidata e independente. Sua produção nasce de investigações sobre memória, afeto e construção simbólica, criando imagens que atravessam diferentes tempos e experiências a partir de um olhar sensível e intuitivo.
Trabalhando principalmente com acrílica sobre tela, desenvolve composições marcadas por formas simplificadas, cores intensas e elementos recorrentes, construindo uma linguagem visual própria, onde o simbólico se sobrepõe ao literal e convida à livre interpretação.
Ao longo de sua trajetória, vem desenvolvendo séries que organizam e aprofundam sua pesquisa. Em 2023, apresentou Organizar o Futuro para Frustrar o Passado, na qual investiga relações entre vivência e projeção, propondo reflexões sobre processos de reconstrução pessoal e coletiva.
Em 2024, deu continuidade a esse percurso com a série Cabeça Fértil, Cabeça Abundante, Cabeça Protegida, aprofundando temas ligados ao cultivo interno, à proteção e à potência criativa. No ano seguinte, integrou o projeto Bike na Parede, voltado à circulação da arte no espaço urbano, e desenvolveu um projeto autoral com a Editora Elefante, criando treze imagens que deram origem à Agenda 2026 da editora.
Entre prática contínua e investigações visuais, sua obra se constrói como um espaço de elaboração e imaginação, convidando o olhar a percorrer camadas de significado que se revelam de forma sutil e aberta.